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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

(Des) contentamentos

E vive tanto que aprende, ou simplesmente percebe que tudo se modifica, tudo gira e muda, nada fica no lugar e mesmo que seja um emaranhado de clichês, a vida é uma roda gigante.
E esquece tanto que não vive, não vive pra dar importância ao dia, a noite estrelada, ao riso extravasado, a paixonite encontrada, esquece até mesmo de amar a si mesmo, por motivos tolos.
Comemora tanto que as vezes não lembra o motivo, e de tanto comemorar com motivos vazios encontra coisas vazias e aí se perde, se perde de todo o caminho achando somente a tal 'desilusão'.
Reclama tanto que não ri, sofre tanto que aprende somente a enfatizar as coisas ruins.
Olha tão pouco pra dentro de si mesmo, que se esquece. Se esquece do seu próprio modo de pensar, da sua espontaneidade e foge depois disso em busca de se encontrar, aí se perde de si e se perde do caminho.
Não pensa por simples medo de questionar e deixa ao futuro todo o encargo por suas falhas, deixando nas mãos dele sua felicidade em vez de perceber que esse compromisso é algo próprio e intransferível. 
 Sinta, não importa se mais ou a mesma coisa, só não deixe que a intensidade diminua.
Mude, mas devagar porque a direção é mais importante do que a velocidade.



domingo, 8 de janeiro de 2012

So Strong!

 Sempre quis ser uma mulher de fibra, como aquelas que falam o que querem quando querem, que olham de um jeito insinuante pra quem quer que seja, mulheres fortes. Na minha infância gostava de olhar seriados que tivessem esse tipo de mulher, e adorava ver o jeito como se portavam, a cor de batom, como gostavam de se perfumar e usar lingeries lindas. Elas possuíam beleza em demasio, graça e carregavam convicções tão fortes que chegavam a ser petulantes algumas vezes. Algumas delas se faziam assim pra serem respeitadas, outras pra não serem derrubadas, outras pra esconder mágoas. Todos nós nos modificamos decorrente ao o que acontece em nossas vidas, sejam coisas boas ou ruins. Percebi então, que o que eu admiro nessas mulheres não é somente o conjunto mas sim sua força, sua garra. A força modifica, faz um senso critico diferente, a vivencia modifica e quem aprende com ela, aprende a ser forte, aprende a aprender. 
 Mulheres dos anos 30, 50, 60,70, 2000... Não importa, algumas são mais apimentadas que outras, algumas são mais graciosas que as outras, mas não pensem que mulheres invejáveis ficaram no passado, como as pin-up. Se pensarmos dessa forma, realmente só ficaram no passado. 
 Enquanto folheava a Vogue hoje, vi uma matéria de uma mulher que fez sua vida tomar uma direção muito diferente da que era suposto ou imposto pela sociedade, ela se chamava Bea Feitler, uma carioca, que deixou sua marca no mundo da moda, do designe, ela foi além do que se "poderia", desafiou seu próprio interior.
 No meio da reportagem em sua homenagem, relataram um fato _que particularmente me fez ver a sua força, sua personalidade admirável_ :


Uma vez foi a uma festa em Manhattan com a namorada e lhe perguntaram: "Você é gay?". Ela respondeu: " Da hora que acordo à hora em que vou dormir sou sempre muito alegre." 


Não importa o que você faça ou seja, isso é seu, desde que você seja feliz, não deixe que os rótulos tomem conta de você. Bom dia.