quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Morando na Lavanderia


Realmente gurias, hoje estou naquele dia em que digo “Desisto!”, desisto do sexo masculino, desisto de tentar entender mentes alheias, sendo que nem lido bem com meu próprio sexo muito menos com minha própria mente.
Indignante é você conhecer um cara, ele ser legal, mas você achar algum defeitinho pra colocar, uma espécie de desculpa pra si mesma, sobre o cara não ser o certo, como reparar em qualquer idiossincrasia do mesmo. Porque a verdade é que quando o cara certo aparecer, não vai importar o ângulo do sorriso, o cabelo despenteado, a risada descontrolada, ou seja lá o que o carinha tiver. Ah e ex-namorado é coisa bem terrível, se não deu certo na primeira vez tá brabo de ser na segunda heim, pra deixar claro.  
Desde criança sempre amei comédias românticas e já vi garotas que esbarravam com um cara no corredor do ensino médio e Pã, ele era o cara certo, outras brigavam com o cara até onde a língua alcançava e Pã de novo ele era o cara certo, nenhuma dessas duas situações foram pra mim, risquei do caderninho, até que olhei algumas nas quais mulheres que nunca tiveram sorte no amor encontravam o cara certo e isso me deu mais ânimo, queria dizer que não era impossível, então ‘botei’ fé nesse negócio de tempo ao tempo. (mesmo que já faça bastante tempo que o tempo se encontra com o tempo e etc...)
Enfim, me desprendi da fixação, mas não deixei de acreditar, simplesmente parei de procurar as qualidades da minha lista do cara certo afinal a cada cara errado que passou por mim fui tirando um item da lista, achei melhor parar enquanto ainda tinha alguma coisa anotada. A seguir escolhi esse título porque me lembrei de um filme no qual uma garota com a história parecida com a minha que tinha se desprendido da fixação, encontrou o cara certo por acaso na lavanderia, quem sabe eu esteja mentalmente morando na lavanderia agora..
Beijão gurias: desprendam-se e bola pra frente!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

“Pra ser sincera...”


Anseios sucumbidos. A antiga história entre a diferença do querer e poder.

 
Fazer tudo o que se quer, é possível? Se fosse, eu não sei que rumo minha vida teria tomado. Parece pequena a distância entre “dever” e “querer”, mas pode ser bem grande, ou talvez nem tanto. “Estou fazendo isso porque devo, não porque quero, acredite”, eu mesma já disse isso, afinal quem nunca, não é mesmo? Mas aí pensemos de onde surgiu esse senso de certo e errado, de fazer ou não fazer. Redireciono toda culpa disso ao meu SuperEgo,
parte da minha mente ligada ao senso crítico da sociedade, que delimita as regras de “convivência”, se lixando pra o que queremos, é, acho que é mais ou menos por aí (Também não quero ser contra regras e deveres sociais, acho que normas são necessárias para uma vida equilibrada).

Devemos saber o que é certo, o que é errado, mas devemos saber com nossos olhos, com nossos julgamentos e com nossa perspectiva de vida. Deixar que interfiram nos seus atos é o mesmo que andar em círculos, é o mesmo que viver como um hamister na gaiola. Somos humanos, temos desejos, anseios, gostos e preferências, e o que eu acho um verdadeiro desperdício é como as pessoas escondem isso, as vezes eu também escondo, não vou ser hipócrita, só que será que reprimir tudo, sempre e a toda hora porque “deve-se” esconder, é justo? Já tive vontade de trair, já tive vontade de mentir, fugir, comer chocolate ou beber tequila até explodir, agarrar algum cara num lugar publico sem ao menos conhecer, sim, tive que rir, mas é verdade. Pode parecer dramático, mas até onde sei cada um só tem uma vida, não fui no andar de cima e voltei pra saber que um dia vou ter uma segunda chance não, e é aí que questiono sobre ser justo o fato de esconder o que se deseja ou o que se quer.
            No final tudo se trata de não se reprimir. Não estou dizendo pra atacar o cara que passou na tua frente no meio da rua, ou te incentivar a entrar em coma alcoólico, se fizer isso não jogue a culpa em mim assim como faço com meu SuperEgo. Mas que tenhamos coragem de vez em quando, pra enfrentarmos nosso SuperEgo tão intrometido, que consigamos assumir todos nossos desejos, porque eles existem e negar é o primeiro passo na declaração de culpado.

 

Boa sorte.

                                                                                   Por Leticia Lampert.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Encontrar alguém ou encontrar a si mesmo?

    Será que falo somente por mim que mesmo sem perceber todos nós fazemos uma espécie de lista para qualidades da pessoa que queremos encontrar como parceiros? É, achei que não. Enfim, sempre quis primeiramente alguém simpático, divertido e alegre, depois alguém que tivesse o mínimo senso de estilo seja lá qual for ele, acredite sou muito apreciadora de diversidades, só basta ser bom no seu estilo,claro, desde que o cara não use aquelas calças caídas no nível máximo ou coloque umas correntes e bonés. Voltando ao ponto da questão penso então: Se você está aí numa carência enorme, comendo mais do que pode/deve, pouco se lixando se vai usar um moletom e fazer um rabo de cavalo desajeitado, nem se dando ao trabalho de verificar o espelho, nunca saí e quando saí só fica entrevado num canto enchendo a cara, como é que alguém vai se apaixonar por você, ou vamos deixar mais simples, como é que alguém vai se sentir realmente atraído por você? Então chego ao ponto final: Você iria gostar de alguém nada atraente (você na fossa e carência)? Não amada, você não iria gostar. Tudo se resume em gostar mais de nós mesmos antes de gostar dos outros. Cultivar a nós mesmos, apreciar a nós mesmos, saber superestimar as qualidades porque essas superam os defeitos. Ponha sua música pra tocar, se olhe mais, se procure, se reinvente, se goste, se ache, e ache com gosto, se culturize, porque ninguém vai fazer isso por você.


"O feito, o refeito e o projeto"

      Hoje recebi mais uma lição da vida, para os religiosos posso dizer que recebi esta lição de Deus. Quando me deparo com algum tipo de decepção, com algo ou alguém, muitas vezes, deixo-me levar pela cabeça cheia de pensamentos, pela ira e nervosismo em vez de parar para refletir e pensar muito bem antes de falar qualquer coisa, digamos que às vezes esqueço dos ensinamentos sobre ser paciente. Já dizia o maior sábio de todos os tempos “Ame ao próximo”, porém entendemos isso de forma errônea, afinal como amar alguém que pratica o mal e insiste em praticá-lo? Como amar um assassino, um saqueador, ou um corrupto?
     Entendemos amar ao próximo como figura de sentimento, porém amor tem diversos significados no grego, por exemplo, pode ser escrito como eros, que se deriva da palavra erótico e significa sentimentos baseados em atração sexual e desejo ardente, pode ser escrito como storgé, que é afeição, especialmente com a família e entre os seus membros. Outra palavra grega para amor era philos, ou fraternidade, amor recíproco. Uma espécie de amor condicional, do tipo “você me faz o bem e eu faço o bem a você”. Finalmente, os gregos usavam o substantivo agápe e o verbo correspondente agapaó para descrever um amor incondicional, baseado em comportamento com os outros, sem exigir nada em troca. É o amor da escolha deliberada. Quando Jesus fala de amor, usa a palavra agápe, um amor traduzido pelo comportamento e pela escolha, não o sentimento do amor. Portanto, percebi que posso não aprovar as atitudes ou escolhas de alguém, mas que nem por isso devo deixar de ser generosa, paciente, respeitosa e honesta.
     Não importa como alguém ou algo lhe decepcionou. Importa que isso gerou uma experiência, gerou um teste psicológico/sentimental e que pode-se ser melhor à partir desse acontecimento e não cometer erros alheios, pois é exatamente como diz o ditado: “Não faça aos outros o que não gostaria que fosse feito á você”.
Créditos Imagem: Cássio Pires
Fonte imagem: http://www.flickr.com/photos/cassiopires/4132417332/

domingo, 1 de julho de 2012

Questão de pontuação

 Uma vírgula é uma pausa, um ponto e vírgula é uma pausa mais longa do que a da vírgula porém mais curta do que a do ponto, que por sinal representa término, encerramento.
 Já parou pra pensar que talvez nossa vida seja mesmo um livro como já deves ter ouvido em algum clichê?
 Talvez seja um livro de poucas palavras mas em compensação muita pontuação, exclamações, interrogações, reticencias, parênteses, travessões e alguns outros úteis.
 Cheguei a rir por imaginar certas linhas da obra contendo minha vida, quase que inimaginável pensar na própria vida assim não é? Algumas partes bem chatas, outras vergonhosas, algumas tristes e que não trazem boas lembranças, algumas inacabadas outras mais do que encerradas.
 Pense nas situações, pense na pontuação e a utilize com sabedoria em sua vida pois talvez em algum momento você verá que foi um belo escritor.

domingo, 24 de junho de 2012

"Primeiramente estranha-se, depois entranha-se.."




Acredito que viver é tentar, e que acreditar é viver.

Parto então desse ponto, onde você se reflete sobre o que é realmente acreditar. Ao meu ver, acreditar é ter fé, é possuir esperança, em alguém ou alguma coisa. Se você não acreditar que pode ganhar você acaba desistindo de tentar e a cada coisa que desistimos é um pedacinho de morte de quem podemos nos tornar no futuro.  Esperança é essencial mesmo que as vezes não sejamos recompensados diretamente pelo nosso foco, pois nem mesmo você consegue agradar a todos ou atingir a todas expectativas em ti depositadas, somos falhos e errôneos, isso é o que faz de nós seres humanos, homem, criatura racional que as vezes esquece de racionar, mas a questão é que, se decepcionar com algo ou alguém não é o final do mundo, mas sim inicio de acreditar em algo diferente ou dar-se uma chance de acreditar na mesma coisa de antes, com um pequeno detalhe, ACEITANDO, aceitar em vez de imaginar, pra mais ou pra menos, se permitir conhecer e acreditar, aceitar decepções e erros, próprios ou de outros, afinal repito: somos sinônimo de falha.
Aceite, acredite, tente, tenha fé, deposite esperança.. VIVA.

sábado, 23 de junho de 2012

Só um bocado de gosto em você

Confesso que não queria, ou melhor, que não achava que você pudesse se encaixar em tudo o que eu queria e não queria pra mim ao mesmo tempo. Depositei expectativas, apostei sim. Não ganhei no final, confesso aqui e agora também, mesmo que assumir minhas perdas não seja meu esporte preferido. Mas sabe, ganhei outras coisas quando você começou a fazer parte da minha vida, coisas que eu não sei muito bem explicar e não creio que seja necessário porque o que importa pra você saber, é que você é uma grande parte da minha vida e eu continuo rindo das suas piadas, sorrindo quando você fala algo gentil e ficando irritada quando você some, somos assim, você e eu, foi assim e é assim agora, não importa onde chegamos contanto que tenhamos chego em algum lugar, que tenhamos percorrido um caminho juntos independente de como esse caminho se chame. Você foi o erro que eu mais gostei na vida de cometer e se precisar cometo mais mil vezes só pra poder sorrir ao te ver novamente.