terça-feira, 9 de setembro de 2014

Olhar (realmente) ao redor

Ninguém é tão certo de si que nunca esteve errado. Sou uma dessas, que após perceber o erro assumiu toda sua porcentagem de culpa. Já fiz muita besteira na minha pouca vida e quando se trata de fazer besteira só pra mim ainda é admissível, mas de todas minhas besteiras a maior foi não olhar a minha volta em ocasiões onde exigia um olhar especial, não uma simples passada de olho. Tu já deves ter entendido que estou me referindo a não dar importância às pessoas ao redor.
Muitas vezes quando nossa vida vira uma correria, uma rotina massante, estressante, a gente esquece que tem mais gente por perto fazendo o que pode pra tornar nosso dia melhor, ou até que a outra pessoa pode ter problemas bem maiores do que os nossos e que reagir na base da agressividade não vai solucionar as coisas. As vezes a gente esquece de olhar de verdade pro lado, pras ações alheias e principalmente pras nossas, esquecemos até das pessoas que estão sempre ali do nosso lado e talvez por pensarmos desse jeito não demonstramos dar todo o valor que merecem. Já deixei de aproveitar um dia lindo e só me dar conta disso no final da noite, mas dai já tinha passado. A vida é curta demais pra desperdiçar os nossos olhares.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Toda noite

Já não era a primeira vez que eu acordava no meio da noite sem motivo aparente nas últimas semanas. Olhava ao meu lado na cama e você dormia, sereno, parecia estar em alguma espécie de sonho bom e eu sempre sorria quando te via desse jeito. Beijei o topo da sua testa devagar com carinho e olhei o relógio no criado-mudo, já passava das quatro. Tentei voltar a dormir, me recostei e fechei os olhos, pensando que talvez fosse o estresse da semana corrida, alguma preocupação financeira, algum anseio que me deixou nervosa, quem sabe. Mas você respondeu isso pra mim sem saber. Senti você se movimentando na cama e endireitando o corpo pro meu lado, ao abrir meus olhos você estava me olhando com a cabeça apoiada na palma da mão e braço apoiado no travesseiro, lindo como sempre pra mim, mesmo que não tivesse um porquê aparente eu sorri e me aproximei virando meu corpo de frente para o seu. De repente seu olhar ficou mais aceso e meu corpo reagiu a ele deixando um frio leve percorrer minhas costas. As pontas do seus dedos percorreram a lateral do meu corpo, fazendo uma linha reta por ali enquanto também afastava o lençol que cobria meu corpo, e eu te olhava enquanto você acompanhava com o olhar a extensão da linha.
Naquela madrugada você ficou acordado comigo, pra mim. Você soube me dizer o que era o motivo da minha falta de sono, era você, mesmo que tivesse bastante de ti nunca pareceu o suficiente, sempre era dia, era hora, era momento pra te ter mais uma vez.


domingo, 31 de agosto de 2014

Pra esclarecer

Queria olhar um filme, comer qualquer coisa atoa, te abraçar e acariciar teu cabelo enquanto ficávamos no sofá. Um filme de ação ou até um de suspense que eu pudesse apertar teu braço ao me emocionar. Uma viagem de carro, mesmo que curta, com o sol no fundo e só a estrada a nos acompanhar. Uma noite de verão, a gente se amando na praia. Inverno, vinho e chocolate. Qualquer plano era bom, quando tinha você. Qualquer ideia era boa, até eu perceber. Que você não se importava, ou talvez não precisava, que fosse eu pra estar com você. Que alguma outra servia, completava, aquilo que você conseguia ver. Que antes seu olhar era tranquilo e não existia um mundo lá fora quando se tratava da gente, mas depois isso foi se desfazendo e a gente foi se perdendo na roda que a rotina lá fora criou. Não lembro quando foi que isso começou, não lembro o ponto certo, mas as coisas se desfizeram e a gente se desfez e de algum jeito, depois daquele ponto, você acabou sendo uma foto que eu guardo e olho às vezes quando dá saudade, quando dá saudade de ti, quando dá saudade de mim do teu lado e quando dá saudade da época que não tinha relógio na nossa vida.


sábado, 30 de agosto de 2014

E se for você...

... fica pra escutar. Pra escutar que sempre esperei te conhecer, fica pra escutar que sei todos os seus defeitos e mesmo assim aceito e prefiro todas as tuas qualidades. Fica pra me escutar dizer o quanto adoro o jeito do teu cabelo ao acordar, o jeito do riso ao me falar que estou certa ou até errada. Fica só mais um pouco pra eu deixar meu corpo colado ao teu como se nada no mundo existisse ao nosso redor, como se nada dependesse de nós, como se não tivemos compromisso com nada que não fosse nossos lençóis, porque eu adoro me emaranhar neles e te procurar ao mesmo tempo em que me perco, em que me perco nos lençóis, em ti, em nós, em nosso tempo. Se eu puder te pedir pra ficar, te peço pra ficar o quanto der, o quanto puder, o quanto quiser, pra me amar, pra eu te amar, pra transformar isso tudo em um só querer. Porque eu te quero, tanto e quanto, que vai ser difícil isso se acabar, mas se acabar, tu podes ter certeza, certa e final de que eu te quis, tanto e quanto que minha pele pra sempre vai lembrar da intensidade do teu toque ou sempre vou lembrar do teu sorriso ao me ver. Meus olhos sempre vão recordar, e meu coração sempre vai saber.


domingo, 24 de agosto de 2014

O porquê de tudo

Ela gostava dele. Do jeito que ele ria, do jeito diferente que ele pensava. Ele mostrava dar importância a opinião dela e as coisas que ela gostava. Ela sorria pra ele e gostava de ver que ele olhava. Se ela pudesse passava o dia inteiro deitada olhando ele dormir e ficando mais admirada. Ele a acariciava e o toque da sua pele era macio, cada vez mais ela gostava. Ele tinha opinião forte e com verdade ela o escutava. Ela sonhava com ele a noite as vezes e na manhã seguinte sempre se questionava se ele era real e se era tudo aquilo que ela tanto esperava. Ele era sim e era tanto que ela até ficou espantada. Ele teve que ir embora enquanto ela olhava. E ela entendia, nem tudo o que vinha sempre ficava. Mas de tudo nele ela tinha certeza de que gostava.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O que faltou Cartola dizer..

"Teves outro grande amor depois do meu, teves sim. Triste seria querer tua vida toda só pra mim. Aceitar isso é quebrar as grades do apego, é estufar o peito e voar livre, por saber que te libertei.."

Na verdade esse poema nunca tinha feito tanto sentido quanto nos últimos momentos. Senti que não posso cobrar coisas que fogem do normal em dada situação, senti que mesmo que ambos sintam a mesma coisa, nem sempre tudo dá certo e nem por isso quer dizer que deu errado. Senti que deixar alguém livre pra ser feliz com outra pessoa, não quer dizer que você não se importa, pelo contrário, quer dizer que você se importa mais do que várias pessoas, querer o bem de quem se gosta, é gostar de verdade.

Deixe-se livre para apreciar a felicidade de alguém que já estivera ao teu lado, assim como um dia vão apreciar a sua felicidade quando ela chegar.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nós desatando os nós

E enquanto você acredita em algo, está tudo bem, tudo é possível, você se empenha, continua fixo no seu proposito. Mas o que ninguém fala, sobre o que ninguém escreve pra você, é quando a corda começa a arrebentar, quando você tem que deixar que o seu sonho se vá, porque a verdade é que ninguém gosta de assumir ter perdido seu sonho, sua ambição, seu proposito. Não é fácil, exige tempo, coisa que não tem como apressar, por isso o processo é meio doloroso, porque é as poucos que você vai sentindo na mesma intensidade. O que ninguém fala, é quando percebe que deve-se deixar que a esperança de amor se vá.
Depois que você se dá conta de que o nó não é mais nó, que não ata mais, só desata, que não emaranha a linha só desanda, então, não tem volta tão cedo, só segue sem acreditar ou pior, até desata o nó e larga a linha ao vento. Gostar de alguém é maravilhoso, mas gostar de si, é muito mais. Não é egoismo, mas amor próprio. Não é exagero, é realidade. Ache uma linha que se ate, se desate, mas que volte a se atar de novo, porque amor é assim, ele brinca com nossa coordenação, até cansa, mas nos prende.

Boa noite, enquanto isso, vou tentando atar minha linha.

sexta-feira, 22 de março de 2013

"Falling in love again"

Sorrimos juntos, trocamos olhares durante a noite toda e o olhar dele me chamava, era aceso, firme, provocativo mas ao mesmo tempo me passava serenidade. Sem jeito em uma situação como essa, fazia tanto tempo, levava os dedos pelo cabelo passando-o para trás, fazendo meu jogo, ria com as garotas, bebia alguma coisa, mas sempre achava uma forma de voltar a olha-lo. E lá estava ele, me olhando, sabe quando o coração fica a  mil e você não sabe bem o que fazer, mas fica ali, fazendo o jogo? Então ele sorriu, e sem perceber sorri junto, não pensei em nada naquela noite, porque mesmo que os dois possam esperar coisas diferentes da noite, era uma noite longa, e eu tinha tempo bastante pra gastar, queria gastar. Como desculpa pra ele me encontrar sozinha, fui ao bar, sem olhar pra ele mas com a esperança de que me seguisse, afinal, quem nunca fez isso? Mas então peguei o drinque e saí, voltando para perto das garotas, nesse meio tempo, senti um arrepio, uma mão quente tocando de leve a minha, olhei pra trás e ali estava ele de novo.
 Logo a lembrança saiu de cena e encarei nosso retrato juntos com um meio sorriso, sentia sua falta, falta do seu sorriso sobre tudo, devolvi o retrato à estante da sala devagar, pensando que naquela noite conheci alguém inimaginável e que sair de casa foi a melhor coisa que fiz, e após ter partido, agora era a primeira vez em que tinha coragem para sair novamente, fui ao jardim, não foi nenhuma viagem, mas foi um passo, que independente de onde, sei que ele me quer feliz, assim como me fez durante tanto tempo..


domingo, 17 de março de 2013

Estando por estar

Ainda não sei que dia é hoje, nem de que hora se aproxima, só estou me guiando pelo cair brusco do sol e pela corrente cortante de ar gelado que enche a casa. Mas sei que logo o sol vai voltar a dar suas faces, acariciando minha bochecha que com facilidade cora, se sobrepondo em minha mão branca e gelada. E é tão bom, isso de saber que logo o sol vai voltar, como um sinal de recomeço, um alerta de vida rotacionando, um chamado pra sair da área de conforto. Relógios marcam a hora, não o tempo, aprenda isso e nunca se sentirá com pouco tempo pra coisas demais a se fazer. Mantenha-se aquecido durante a queda do sol e tranquilo com a certeza de que logo ele vai chegar. Você lê muito sobre ele por mim, é, eu realmente gosto dele, mesmo que a noite seja envolvente, reflexiva. Enquanto lhe falo sobre minhas preferências sem antes ter me dado conta, mantive todo o tempo os olhos fixos e a concentração toda voltada ao meu desvaneio com muita convicção. A incerteza pode ser boa, mas não quando se trata de quem somos, do que afirmamos e de quem queremos ser. Sorrio ao pensar que talvez seja um jogo de não passar despercebido e o truque está em que não há uma jogada ou plano, só há a certeza que levamos pra nossa vida, leve ela pra sua. Escorada na janela te vejo ir e espero que tenha me escutado.

"As vezes não estamos olhando pro nada, estamos apenas pensando em tudo.."

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Visões

Meus passos eram distraídos, a cabeça cheia de atarefações, sentia a garganta explodir em meio a tanta gente que passava por mim, gente que não me conhecia e que eu jamais vira, estranhos sempre nos rodeiam em algum momento e naquele eu me sentia sozinha, até o sol havia me deixado e a lua perseguia meu andar, guiava meus pensamentos, olhei o relógio e sabia que já estava andando a muito mais do que queria, mas precisava continuar. Virei a esquina olhando com desconfiança para o outro lado da rua completamente vazia, apertava minhas mãos em punhos com os braços cruzados sobre o peito, quando olhei a frente, parei de súbito, te enxerguei a dez passos de mim, você com um meio sorriso me encarava, atônita fiquei imóvel, atravessei a rua em passos rápidos sinalizando com a mão para o taxi que passava, ele parou pra mim, sem pensar duas vezes entrei e dei meu endereço, quando olhei pelo vidro você tinha sumido, ido embora, e como era possível ter voltado? Como e de tal maneira tão perto? Logo que cheguei em casa larguei as chaves no sofá passei pela estante e resolvi voltar a ela, pegando em mãos o nosso retrato, aquele, de quando você ainda estava comigo, ainda estava aqui, ainda estava vivo fisicamente. Como podia? Minha mente havia se conturbado? Talvez a loucura seja fim de quem ama. Você não havia desaparecido e nunca iria, podia sentir isso, com a mais absoluta certeza, assim como sentia sua falta e não sabia se ver você esporadicamente sem te tocar era bom ou ruim, por mais absurdo que parecesse, talvez eu amasse essa loucura, amasse te ver mais uma vez..


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sincronia

Liguei a luz, com ela veio a certeza de que fevereiro deixava evidente o ritmo acelerado que minha vida tinha assumido e ainda iria assumir.
O calor da estação não era o bastante para substituir todo calor que minha alma pedia agora.
Sábado ao contrário de um dia boêmio, virara dia de reflexão, pensamentos e questões a serem respondidas. Minha cabeça ainda rodava sem saber se as coisas caminhavam como eu queria. Enquanto me apoiava levemente na parede lateral do quarto fechei os olhos na tentativa de aliviar o agitamento da minha mente que não conseguia parar de correr em volta dos meus passos. Imaginei a praia, deu quase pra sentir a brisa do fim de tarde tocando o rosto, ou então a areia molhada enquanto ia me aproximando da água que de dez em dez segundos me alcançava e eu sentia como se tudo estivesse resolvido, puro e tranquilo. Respirei fundo e novamente abri os olhos ainda com um meio sorriso. Não gostava tanto de mudanças, mas também não conseguia me distanciar delas. Perseguição, aventura, não sei o que era, mas precisava mudar sempre, preciso, só assim se evoluí, ou se machuca, ou se fortalece, mas se evolui. Desliguei a luz com a convicção de que mesmo não sendo fácil, algo bem lá no fundo arrancava o medo, a incerteza, e dizia que vai se realizar. A vida vai se realizar.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Completamente fora do eixo

E já não chovia, mesmo assim o tempo continuava nublado aos meus olhos. Minhas mãos pouco a pouco empurravam os lençóis, nunca fora de usar lençóis pois afinal para que servem se não uma barreira a mais, sempre pensei assim, mas ele gostava e no instante de cada vez tentar reclamar deles exalava seu cheiro e tornava-se inútil qualquer tentativa de balbuciar reclamações tolas. Não conseguia me levantar, na verdade não queria, mas a luz da janela pequena ao lado esquerdo de sua cama me deixava desperta procurando pelos mesmos olhos de ressaca que horas atrás encaravam os meus. Não encontrei pelo pouco que olhei da cama ao quarto e corredor. Ele sempre fazia isso, levantava mais cedo, acho que como alguma espécie de tática pra me deixar sempre esperando por sua volta. Então acordei, de verdade.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Correria

Corri hoje. Corri em volta da pista, corri em volta do relógio, corri em volta da minha mente e a vida correu junto comigo.
Me dei conta de que meus pés em nenhum momento saíram do espaço destinado, mas eles foram além. Agora eu via o verde das montanhas laterais como molduras para o pôr-do-sol mais emocionante do ano de nuances rosas encorajadoras e faíscas laranjas esperançosas como se dissessem que continuasse correndo, ou melhor, correndo com a vida, lado a lado sem deixar que ela me ultrapassasse, pra que eu jamais perdesse tempo, jamais perdesse o folego diante dela e encontrasse todas as forças necessárias pra que minha corrida não fosse desnecessária ou então, só mais uma corrida qualquer que alguém do mundo já correu.

Se você entender a metáfora, vai perceber, que enquanto admirava minha vida me surpreender, entendi que jamais poderia passar por ela sem fazer alguma diferença ou me deixar abater rápido demais por qualquer dificuldade proposta. Se viver for lutar, que eu lute. Se lutar for amar, que por favor eu tenha a oportunidade de amar. Se amar for me entregar, que eu me entregue por inteiro.

Bom final de semana, boa corrida.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Dando um stop nas idiotices

"Queria ser tempo, pra tempo me dar.."

Incrível como angustia essa sensação de nada acontecendo nunca, nada funcionando, nada indo pra frente, não acha? Eu já senti tanto isso antes, principalmente nos relacionamentos, sempre fui uma zero esquerda, aquelas histórias normais, de desencontros, de quem eu quero não me quer. Mas percebi que comigo infeliz nada ia dar certo mesmo, então abri os olhos pra minha vida, e percebi que tinha muito mais a agradecer do que pra reclamar.

Ser independente não é ruim, é ótimo. Lutar pelo o que você quer ser e não se conformar com perdas, é normal e louvável. Ser independente é necessário além de tudo. Goste de você e vai achar quem goste junto.

"Recém saí de uma relação"

Não precisa nem falar mais nada não é? Todo mundo sabe ou pelo menos imagina como é um término.
É como perder um pedacinho de si, é como perder um plano e não saber direito como vão ser as coisas dali pra frente.
Mas isso é assim mesmo, doloroso no inicio, cruel no final, que é aquele desencanto pela pessoa. Porém, esqueça os culpados, você precisa seguir em frente sabendo que pode sim lidar com isso e que as coisas vão melhorar.

DICA: Largar indireta em facebook, ou colocar textos tristes é a mesma coisa que dizer pro cara que você tá amarradaça nele e que não tira ele da cabeça e aí no que que rende? No fulano se achando o tal.

"A saudade não deixa eu parar de stalkear.."

Pra bom paranoico, meia desconfiança basta.

Respeitar o espaço do outro é item indispensável. Mas também sei como é a sensação de mesmo longe querer estar perto, saber onde a pessoa está, o que tá fazendo, no que tá pensando, só que não temos esse poder, então o que a gente faz? A gente revira o facebook, olha as fotos, as marcações, os status, os eventos, a gente entra no msn e até skype só pra stalkear melhor. Isso só faz a gente se sentir pior não é? Aí a gente vê uma guria que dá em cima dele curtindo tudo, outra comentando, outra marcando ele em foto, é triste o caso. O certo é a gente se afastar, tentar viver sem a influência do outro, curtir a vida sem querer apressar as coisas. Se tá triste querendo ficar semanas em casa só olhando comédia romântica e enchendo a cara de pizza, fica. Quando for pra sair, saia querendo se divertir e não pra esfregar na cara da sociedade.

Sair e não se divertir pensando no cara.. Não dá né, fica em casa então, acaba até estragando a festa dos outros e não vai render em nada. Superar não é por esse caminho. Superar é poder ficar sem olhar pro celular a cada minuto achando que a tela acendeu a luz quando não acendeu. Superar é passar pela pessoa numa festa e cumprimentar sem sentir aquele frio na barriga. É viver sem pensar se o outro tá vendo.


Temos que parar de agir por impulso pensando nos outros. Temos que pensar em nós mesmas e em como queremos levar a nossa vida.





terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E a cabeça não ajuda..

Meus amores, já tava com saudades de vir postar pra vocês. Hoje vim com um motivo forte e bem maluquinho: Minha cabeça nas núvens.

Ando tão avoada, ansiosa e paranoica que vocês nem sabem!
Estou com uma mania chata de esquecer detalhes, me preocupar com bobagens e dormir muito mal a noite.
Um dia é a procura por trabalho, no outro respostas sobre a universidade e assim minha cabeça fica tão a mil que vou deixando outras coisas necessárias de lado. Recém antes de vir escrever consegui resolver na maioria minhas frustrações e isso é tão bom, vocês sabem, tirar peso das costas. E quero dizer pra vocês que já passaram por algo assim, por pensamentos persistentes e desnecessários que nos dominam, que eu sei como é, e sei que mesmo parecendo, não é maluquice, é meio que incontrolável, mas chega uma hora em que começa a atrapalhar toda vida da gente não é? Parece que não andamos mais pra frente e ai sim, chega o momento de você se questionar quando as neuras começam a te freiar e dar um basta, ir a luta pra resolver o que dá e tentar se controlar. Tem problemas com compromissos? Compra uma agenda. Soluções pequenas que nos dão um up!

Então esse post foi pra vocês se ligarem que paranoia tem limite e não é pra se deixar chegar nem perto dele!

Grande beijo, Le.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mais uma lorota da Berenice

Nunca sei sobre o que vou começar a escrever, é literalmente como uma página em branco.
Sem plano, sem destinação, e sem saber o alvo a ser atingido.

Hoje não é diferente, mesmo sendo. Acordei precisando de mim. Precisando de minhas decisões, dos meus olhares direcionados aos caminhos todos que se entrelaçaram com a minha história.

Sei que você, já teve um dia assim, aquele em que você fica frustrado por não saber o que fazer pra sair do lugar, acaba se sentindo um hamster na rodinha, fiquei assim umas horas, pensando em coisas aleatórias, então minha mãe me chamou pra ir na cozinha, é, só ir na cozinha, ela não me falou nada demais lá, só conversamos, nos damos bem, bastante e amo ela demais e essa coisa toda que vocês sabem, então, mais tarde voltei a pensar e lembrei de uns meses que fiquei longe dela, longe de casa, coração apertado, saudade transbordando e se em algum momento fiquei questionando a vida, parei, pra poder agradecer. Afinal tenho tudo a minha volta, tudo o que é necessário pra me fazer feliz, pra me apoiar quando eu precisar, pra rir quando eu contar minhas lorotas. Saúde, família, amor, amizade e ser solidário, podem ser o conjunto que completam alguém, pelo menos pra mim tá de bom tamanho. E pra ti Berenice?

Termino o texto de hoje desse jeito: Deus, desculpa se peço mais do que agradeço.


sábado, 5 de janeiro de 2013

"Nem tudo é como você quer, nem tudo pode ser perfeito.."

Um tanto quanto paranoica, um tanto quanto idealizadora e teimosa.

Sou cheia de umas manias incontroláveis e essa coisa de não poder decidir pelos outros não me agrada cem por cento. Controladora sim, manipuladora não. Infelizmente se não posso escolher pelos outros posso pelo menos aceitar suas escolhas. As vezes não consigo nem controlar o meu próprio corpo. Assim como não o controlo perto de você. E eu gosto, admito, de como tudo isso meche comigo, me mostra um alguém diferente do qual estou acostumada, me tira da rotina, mas também odeio quando nada acontece sobre nós do jeito que eu queria.

Queria coisas que não podemos manter, na verdade não conseguimos mesmo podendo. Porque é algo que vai além do que estamos acostumados, ia exigir um nível bem maior do que conhecemos de paciência e entrega. E pra ser sincera isso me assusta, mas se fosse pra tentar, que tentássemos por inteiro.

Só que sabe, me conformei. Não somos os mesmos, mas talvez ainda não seja nossa vez, não sei se algum dia vai ser, provavelmente não, por isso, aceito as terminações de tudo isso, mesmo que não tenha sido parte dos meus planos, planos que não sei se tive permissão pra fazer, mas sonhar é isso não é? Coisas que queremos mas não temos certeza nenhuma se vai acontecer..



Apesar de tudo você sempre vai ser um sonho pra mim.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

E será que confiamos?

Há muito tempo venho remoendo algo que não deu certo e que eu queria muito que desse. Acabou acontecendo que percebi os vestígios de que talvez por medo, desconfiança, incertezas, eu mesma sabotei a relação. A verdade é que eu dizia confiar, mas na verdade não confiava, tinha medo de ser passada pra trás ou algo assim. E isso é tão ruim sabe, você não confiar no outro, que me propus a não importando as consequências: confiar. Pois não se ganha sem arriscar. Essa foi minha proposta pra mim mesma, antes de ano novo, antes de datas pré estabelecidas, pois se trata da minha felicidade. Então ao menos por hoje permita-se gostar e ser 'gostada', permita-se ser feliz e fazer ao outro feliz, a gente vive tão pouco que se ferir faz parte, mas ser alegre é o motivo.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Acredite nas pessoas, acredite em você

Sempre usamos o final do ano como desculpa, então quero que você use como uma boa desculpa, uma desculpa pra conseguir acreditar nas pessoas, na generosidade, sinceridade, honestidade, fidelidade,amizade ou seja o que for. Comece você por ser alguém com quem o seu próximo possa contar, possa estar nos momentos bons e felizes mas também em outros nem tanto, em momentos de dificuldades onde o que mais se precisa é de um amigo, de um ombro, de saber que você não precisa carregar um fado enorme sozinho. Escute o ditado "quando estou numa boa meus amigos me conhecem, quando estou numa pior eu é que conheço meus amigos.."

2012 foi um ano surreal pra mim, onde Deus me ajudou em muitos sentidos. Foi um ano de conquistar meu lugar em um outro lugar totalmente novo e desconhecido. Tive minhas dificuldades, sempre tive tudo que precisei mas nem sempre tive tudo o que quis, espero que vocês saibam a diferença, mas também espero que entendam que toda minha vida foi vendo dois protagonistas entrando em cena, minha pequena grande família, meus pais. Se eu fosse contar 10% da história de cada um teria que ficar muito tempo aqui, então vou resumir a partir desses anos que os conheço. Minha mãe, é uma figura de generosidade, é a essência de que o coração de mãe não tem tamanho e muito menos egoismo, ela é realmente linda e amorosa, sempre viveu diretamente pra mim, pra segurar minha mão pra amenizar minhas angústias. Sobre meu pai, é um homem forte, de muito caráter assim como minha mãe, acho que não conheço pessoa mais honesta e digna, trabalhador, que sempre lutou muito pra ter tudo o que conquistou, de origem humilde e alma mais ainda. Pra mim eles são dois anjos, que não tiveram uma vida fácil mas que facilmente me deram amor, esperança e garra pra vencer os obstáculos.

Não se importe com o que as pessoas pensam sobre você, pois quando você deitar a cabeça no travesseiro e ter a consciencia limpa é isso o que recompensa todo o resto.

Falei sobre meus pais, pra que vocês vejam como é o amor que eu acredito, um tipo de amor puro que não pede nada em troca, que é feliz de se doar. Seja assim pra alguém, mesmo que não seja da família, faça o bem e não olhe a quem. Seja uma pessoa que você possa se orgulhar, porque não tem felicidade maior do que ser feliz e ver o próximo feliz!

Acredite que anjos existem e eles aparecem pra nós, em forma de pessoas quaisquer que se tornam muito mais que amigos ou conhecidos. Simplesmente acredite.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Segundas chances

Inspirada na música que não sai da minha cabeça hoje, surge esta postagem, um tanto quanto conturbada levando em consideração o meu rendimento pessoal após ingerir ou não álcool  mas isso não faz parte da postagem.

É fato você se relacionar. Conhecer pessoas, desfrutar de companhias, mas repare, você encontra a pessoa numa boate, pra iniciar o cara já tá com uma bebida na mão, você talvez até com duas, ou então, você encontra num barzinho, preciso repetir sobre o álcool? É, também acho que não é necessário. Mas o tema aqui é você conhecer alguém, fazer algo e colocar toda culpa pra cima do álcool, mas che, que desculpa bem deslavada tu não achas? Aí tirei a ideia pra um pensamento bem estranho.Vamos trocar os culpados então, de "você" para "álcool", se liga só..

O álcool te levou a sair com a pessoa. Uma, duas, três, mil vezes. Esse danado desse álcool. Então como se não fosse o bastante o tinhoso foi o motivo de você começar a se apaixonar pelo vivente canalha, ôra que canha bem desgracenta. Agora também sempre tem aqueles casos em que o álcool faz você dar uma segunda chance a um relacionamento perdido, e de novo esse trapaceiro.

Percebam que eu estou me referindo ao álcool como um placebo, pra que as pessoas percebam que começar algo de um jeito errado e depois insistir no erro é burrice, ignorância.

Dar uma segunda chance, não-dá-certo! É que nem andar de bicicleta, você sabe como vai iniciar, sabe como vai ser pra dar continuidade e sabe exatamente como vai acabar.

Só dê uma segunda chance se for a você mesmo.